Os Perigos do Narcisismo da Nova Era (*)

OS PERIGOS DO NARCISISMO DA NOVA ERA (*)

Kate Thomas

Estou bastante cansada de observar comunidades que se dizem espirituais, ou nominalmente espirituais. Por mais de trinta anos, tenho observado repetidamente que tais organizações não vivem à altura dos seus professados ideais. Contudo, a situação está muito pior agora do que era nos anos cinquenta, e a situação já estava muito longe de ser ideal mesmo naquela época.

Havia muitos padrões minoritários nos anos cinquenta e sessenta que foram enfraquecidos ou diminuídos pela degeneração permissiva que proliferou durante o “boom” da era hippie. Esses padrões anteriores focavam, diversamente, ou sobre o misticismo Oriental, ou sobre o psiquismo Ocidental, e assim por diante, e eram frequentemente veículos muito difusos e inadequados. Mesmo assim eles eram mais elevados em suas motivações, não obstante seus conceitos limitados, do que a subsequente onda Nova Era, a qual obscureceu a busca por prioridades espirituais.

Os empreendedores da Nova Era tem demonstrado uma preocupação em nutrir o ego humano, não em sublimá-lo (a despeito das suas afirmações em contrário). Entre seus heróis mais destacados está presente o questionável Wilhelm Reich, cuja mentalidade sexualmente obsessiva exerceu uma influência desastrosa. Os empreendedores da Nova Era conquistaram amplos mercados, e incluem desde distribuidores de livros que vendem um vasto número de livros de “sexo e magia”, até os muitos terapeutas de “workshop” que providenciam caros cursos e exploram pessoas trabalhadoras. Os empreendedores de “workshop” se alardeiam e são aceitos como “experts”. Eles certamente ganham notoriedade e uma vida lucrativa. Não é de surpreender que os sociólogos tenham descrito o movimento Nova Era em termos de narcisismo.

Minha definição da palavra “narcisismo” se estende até o ponto de um egoísmo não questionado e um amor a si próprio que é tão contrário à crítica (construtiva) que ele irá ativamente suprimir uma crítica não hostil da maneira mais não democrática, mesmo ao ponto da calúnia, com evidente medo de um rival. É muito mais fácil criticar tal política totalitária tendo em vista as belas declarações de amor incondicional. A inabilidade de reconhecer, ou mesmo de investigar, um ponto de vista divergente (proferido polidamente), é a prova cabal de um ponto de vista inflexível que se considera perfeito. Talvez isso seja ainda pior do que o dogmatismo.

Em minha experiência, os cientistas sociais também estão corretos sobre a “doutrinação e lavagem cerebral” que eles têm percebido ocorrer na Nova Era e grupos “espirituais” relacionados. Em muitas organizações, ninguém se postará como uma consciência independente contra erros que eles sabem estar ocorrendo dentro de suas comunidades. Isso não é característico de uma percepção espiritual, mas de sujeição a uma ideologia organizacional e a figuras investidas de autoridade ou coisas de significado assemelhado. A lavagem cerebral pode não ser óbvia, mas ela efetivamente existe com relação às críticas aos dirigentes, críticas que são verdadeiro tabu e tratadas como crimes hediondos.

A Nova Era é um híbrido de grupos, cultos e organizações duvidosas. O discurso aparentemente responsável de algumas organizações pode ser fortemente questionado. A triste e perigosa consequência do movimento como um todo é que o resultado conjunto de terapia e presumida “espiritualidade” está agora encontrando aceitação como um corpo de conhecimento, e mais ainda, um corpo de conhecimento que é abertamente proclamado como proficiência (maestria) no campo da psique. Na realidade, é apenas uma incursão no campo da psique narcisista, a qual nada tem a ver com espiritualidade.

Um grande número de pessoas do movimento Nova Era são desencontrados (“drop-outs”) e categorias assemelhadas que foram subproduto da era hippie dos anos sessenta e setenta. Nutridos em uma dieta de drogas e amor livre, eles encontraram um status inesperado e não merecido como expoentes de ideias alternativas e terapias que estão crescentemente oferecendo ao público em geral com o nome de educação espiritual. O que isso pode significar é terapia alternativa e crença alternativa, mas não espiritualidade. Algumas tentativas de protesto contra essa situação têm sido fortemente abafadas, embora sob o manto de uma atitude caridosa.

Uma das razões pelas quais a Nova Era ganhou credibilidade mais rapidamente do que de outro modo seria possível é a importância dada a porta-vozes da questão ecológica. Isso geralmente é feito por pessoas que não são terapeutas, e essa é agora uma causa muito popular. Mas isso não é equivalente à espiritualidade, apesar da relevância inquestionável da ecologia para os problemas mundiais.

Do ponto de vista da consideração de um crescimento interior, é possível fortemente afirmar que a exposição a “técnicas” amplamente utilizadas em “workshops” é prejudicial para tal crescimento, porque a condição psicológica do indivíduo pode ser prejudicada ou malformada em consequência disso. Tais técnicas geram autoengano, ganância, emoções excessivas e até mesmo violência. Elas geralmente são acompanhadas por uma aversão a qualquer coisa “intelectual”, por exemplo, trabalhos escritos e autoanálise. Tais técnicas não têm nada a ver com “educação espiritual”, apesar dos anúncios de certas organizações influentes. As tentativas de expressar uma visão crítica, do ponto de vista de um crescimento interior, são respondidas com supressão, difamação de caráter e até mesmo ameaças pessoais.

A atitude permissiva em relação à literatura e acessórios associados a Aleister Crowley (Crowleyanismo) promovida por alguns centros da Nova Era reflete a irresponsabilidade das figuras com autoridade de liderança. Isso mesmo diante de programas responsáveis pelo cuidado de crianças, que tem ressaltado urgente preocupação com o crescente envolvimento de crianças em práticas denominadas “magia negra” e feitiçaria.

As crianças não meramente têm sofrido choques e medo através de tais envolvimentos, mas têm sido procuradas por grupos de magia e abusadas. Têm havido até mesmo assassinatos relatados em relação a tais grupos, para os quais o Crowleyanismo é um combustível e um estímulo primordial. Eventos mágicos são negócios grandiosos em alguns setores Nova Era, e há coisas bem piores sendo vendidas do que tabuleiros ouija (“ouija boards”).

Quando mesmo as mais óbvias formas de violência sádica são ignoradas e perdoadas pela onda de “amor incondicional”, é evidente que é impossível comunicar perigos mais intangíveis (sutis). É minha percepção que as energias utilizadas naquilo que é conhecido como feitiçaria, magia ou bruxaria, não são energias imaginárias, pelo menos em bom número de casos. Tais energias podem ser utilizadas pelos inescrupulosos, e não deveriam nunca ser tratadas como coisas insignificantes. As pessoas que permitem serem levadas para rituais e grupos duvidosos estão buscando problemas. A elevação artificial das emoções é uma verdadeira Caixa de Pandora. Quando manipuladas com a intenção de prejudicar, essas energias não estão realizando o “trabalho do diabo” como se acreditava em séculos passados, mas tais energias passam a ser propriamente o trabalho de seres humanos se comportando diabolicamente, por sua própria escolha.

A Nova Era comercial muito se aproveita da decadência da cultura humana de nossos tempos, a qual ela explora a fundo em comunidades, semi-comunidades, e apoio de feitiçaria e rituais de magia. Não há dúvida que logo estenderão sua tolerância aos pedófilos que chegam a assassinar crianças enquanto fazem vídeos horrendos – e isso é relativamente fácil de fazer sob a influência de Aleister Crowley e do satanismo.

O Narcisismo da Nova Era usa indevidamente conceitos bem conhecidos tais como Carma. Ao invés disso os terapeutas e conselheiros preferem ditos como “Ame a Si Mesmo”, um slogan singularmente conveniente para os narcisistas. Eu me recuso a chamar isso de misticismo, como eles imaginam ser. Eles não criam a sua própria realidade, apenas a sua própria falsidade.

Viagens de ego florescem na atmosfera de narcisismo, incluindo o falso “guruismo” em todas as suas formas. Cursos e workshops da Nova Era não produzem iluminação. Ao invés disso, eles predominantemente produzem fantasia, singularmente resistente à autodisciplina e à autoanálise. A fantasia é usualmente encorajada como uma forma de incursão para o interior da psique. Essa é a maneira mais fácil de ganhar controle sobre pessoas ingênuas, mas que tem bastante dinheiro para gastar. Tais pessoas também perdem todas as opções de desenvolvimento interior. Uma mente não crítica não tem nenhuma chance na atmosfera de nossos dias, que é de sugestão subliminar e de “criação de sua própria realidade”.

Muitas ideias mal colocadas na esfera da Nova Era estão criando sérias distorções de natureza supostamente mística. Essas distorções rapidamente ganham credibilidade se atenderem os interesses de vários setores da comunidade humana. As feministas são culpadas de tais distorções em uma medida cada vez maior. Existe, por exemplo, uma visão completamente errônea que recentemente ganhou muita exposição e até mesmo apoio. Estou me referindo ao que é bisonhamente rotulado de  “prostituição sagrada”, uma primária contradição em seus termos. Essa é uma aberração da Nova Era promovida por mulheres autodenominadas de “liberadas”, geralmente intelectuais com um grau acadêmico, o que lhes garante uma audiência. Vou citar aqui da “sinopse” de um livro que pretende promover essas perigosas ideias a respeito do princípio feminino. Este artigo apareceu, não muito tempo atrás, no catálogo de distribuição de “A Grande Tradição” (com base nos EUA), na seção enganosamente anunciada como “Os Estágios Fundamentais: Psicologia”:

“… o autor argumenta que nos tempos antigos havia uma conexão profunda entre a vida sensual do corpo e a vida religiosa do espírito. Tal conexão era óbvia para as pessoas que respeitavam o princípio feminino, ou a Deusa. A conexão foi claramente manifestada na prostituta sagrada, que devia ser pura em espírito ao mesmo tempo em que recebia estranhos em seus braços com um abraço sensual. Sua verdadeira função era trazer o amor da Deusa em contato efetivo com a humanidade. O autor sustenta que a conexão entre espírito e paixão se perdeu nos tempos modernos nas profundezas do inconsciente, deixando uma ampla sensação de insatisfação e aborrecimento nos relacionamentos. Este livro se propõe a mostrar como nossa capacidade para a verdadeira alegria depende da restauração dessa conexão corpo-espírito com a consciência.” (**)

E de uma revista dos Estados Unidos vem o que segue:

“O artigo é uma argumentação séria e fundamentada para o restabelecimento da sagrada prostituta como um canal para o sagrado. A autora, no entanto, não tem em mente apenas os que participam de um templo. Ela está defendendo esse papel para todas as mulheres como um meio de sacralizar o corpo e recuperar o poder espiritual perdido com o advento da religião patriarcal.” (***)

Esse notório absurdo só pode ser escrito em pura ignorância. A paixão humana não está em nenhum sentido ligada ao divino, apenas o reflete em uma forma diminuta; e a produção de orgasmos múltiplos em qualquer modo de amor erótico não pode, por sua natureza intrínseca, levar qualquer indivíduo a um nível mais elevado de experiência. Em tais estados superiores, as funções humanas do sexo estão em suspenso. Esses estados não podem estar ligados, é impossível. Um estado ocorre no mecanismo físico transitório, o outro em um veículo mais fino e não físico. O eu interior deve transcender as funções corporais no momento de outras experiências dimensionais. Há uma confusão aqui com formas degradadas do Tantra e várias teorias (não provadas) na psicologia Ocidental. Os “puros em espírito”, significando aqueles que alcançaram sua completude espiritual, ou quase conseguiram isso (ou seja, os “santos” genuínos) não se envolvem em prostituição sexual de qualquer forma, em qualquer nível, para qualquer propósito; e esses, se femininos, são os únicos membros da raça humana que são capazes de transmitir o “princípio feminino” para aqueles que precisam dele, e de anular os “pecados” ou inadequações de outros, incluindo aberrações sexuais, e eles não usam a prostituição como um meio para isso.

As alegrias da carne são doces, mas limitadas. Prolongá-las indevidamente pode criar sérios padrões psicológicos de obsessão, e amplificá-las por certas formas de excitação erótica leva a experiência sexual a áreas para as quais ela não foi planejada. Antigas eras sabiam tudo sobre as sutilezas do erotismo. Eles também sabiam como induzir artificialmente a excitação do “fogo sagrado” ou kundalini, e o uso de técnicas de sublimação durante as relações sexuais era um dos meios preliminares, às vezes eficazes, para alcançar isso; mas isso é ativação ilícita, assim como são todas as “entradas forçadas” do oculto, pois não estão alinhadas com os requisitos corretos para tal experiência, e incorrem em sérios problemas. O domínio da nossa própria sexualidade sempre foi um pré-requisito para o desenvolvimento espiritual, e aqueles que continuamente buscam excitação sexual e erotismo certamente não a dominam. Levar essa disciplina para o campo do sexo com o propósito de adquirir poder é um desvio que era muito comum em séculos passados, quando o controle foi estabelecido pela Yoga e pela prática Tântrica (e seus equivalentes) e então era aplicado à ativação deliberada da energia kundalini. O controle do impulso sexual para esse propósito não estava, portanto, alinhado ao verdadeiro desenvolvimento, como foi o caso em muitos exemplos do Yoga Taoista. Problemas sexuais de longo prazo dai são resultantes.

Certas práticas purificadoras, incluindo a meditação, podem desenvolver a vontade e, portanto, conferir imensa força de vontade e até estados elevados de consciência, mas a menos que a própria vontade esteja submetida a um princípio superior, essas técnicas são inúteis para o crescimento espiritual e podem criar o reverso, uma mente desenvolvida que procura impor sua própria vontade para propósitos egoístas – uma mente preocupada unicamente em obter seus próprios desejos através de outros meios além daqueles que operam no mundo físico. Em tal situação, o ego meramente transferiu seu foco de atenção do físico para um reino acima do físico, onde a capacidade de manipular é ampliada cem vezes. Muitos gurus e ocultistas estão localizados nesse nível de experiência, que deriva da ativação intensiva dos “chakras“, dando acesso prematuro ao reino sutil (o mais baixo dos reinos não-físico,s e potencialmente perigoso).

Esse acesso perigoso deixa um tremendo magnetismo e força hipnótica, e algumas vezes traz a capacidade de realizar o que é considerado milagres. As pessoas acorrem a tais ocultistas e acreditam que eles são professores genuínos quando eles estão, de fato, eles mesmos presos nas armadilhas de um desenvolvimento parcial e invertido e, longe de “libertar” os outros, podem somente prender seus seguidores nesse mesmo nível de experiência do qual é ainda mais difícil obter libertação do que do mundo físico.

Tais gurus e praticantes do ocultismo enredam seus seguidores em atividades estáticas e drenam a vitalidade e o magnetismo de seus próprios alunos, uma ação para a qual existem penalidades muito sérias, embora possam levar algum tempo para acontecer. Alguns também envolvem seus alunos em “iniciações” sexuais tântricas por razões que nada têm a ver com espiritualidade. Muitas pessoas desejando sensações seguem essas pessoas, o que proporciona um teste para os genuínos buscadores. O ser humano tem sido muito esperto no passado, e encontrou maneiras de obter o poder sem ter o justo direito para ele. Quando ele de forma justa ganha essa faculdade, ele já superou a tentação de usá-la em práticas sexuais ou para proveitos pessoais. Essas tentações, então, não mais existem para ele. O corpo é transitório e simplesmente um veículo para atingir a consciência superior – um cadinho, nem mais nem menos. Pode ser usado corretamente ou usado incorretamente. O sexo físico na vida mundana (com moderação) é uma coisa; mas o desejo sexual alimentado por energias deslocadas é uma força insaciável que levou milhares à ruína. Tais apetites dominam todo o horizonte mental e acabam levando à saciedade e à degeneração, e tentativas de “prostituição sagrada” não são exceção a isso.

Somente aqueles com vontades (desejos) muito fortes alcançam o nível que cria o Guru plenamente magnético, e esse é um estado ainda pior do que o anterior, se as pessoas pudessem apenas ver as consequências cármicas muito severas que são acarretadas.

Escritores contemporâneos impregnados de conceitos Junguianos e psicoterapia não compreendem a mecânica do desenvolvimento evolutivo e tendem a confundir o sagrado com o profano. A versão Junguiana dos arquétipos é imprecisa, e está fortemente implicada na predileção pela fantasia que é amplamente difundida entre “terapeutas e conselheiros”.

A orientação correta é essencial antes que o crescimento interior comece. A vontade deve ser sublimada, e o ego pode então ser tratado. A orientação correta é obtida na vida comum, e um homem ou uma mulher sensatos, normais, trabalhadores e sinceros tem uma esperança muito maior de completude evolutiva do que os egoístas desviados localizados nos planos sutis ou “intermediários” e possuidores de poderes ocultos. Se mais pessoas entendessem isso, elas se conformariam mais prontamente aos padrões inerentes refletidos de cima para baixo em todos os reinos da natureza. Esses padrões são arquetípicos e fornecem um modelo para o nosso crescimento, mas as tendências feministas mais vocais que temos em nosso meio não estão aliadas a isso, e endossaram uma promiscuidade que agora é letal para a sociedade.

Demasiadas vezes a mulher “liberada” é simplesmente um indivíduo assertivo que não só se libertou da submissão aos homens, mas também da feminilidade em essência e do instinto materno em particular. Essas mulheres não são subordinadas aos homens, e também não são subordinadas a ninguém nem a nada, e a maioria está simplesmente imitando o sexo oposto, tomando como seus modelos os mais machos e egocêntricos. Isso poderia, muito legitimamente, levar a pensar que elas acabaram de emergir de um ciclo de encarnações masculinas desse mesmo tipo. Lésbicas são um caso desse tipo. Elas inverteram o aspecto feminino de suas próprias psicologias da mesma maneira que os homossexuais invertem seu aspecto masculino. No último caso, os homens ficam cada vez mais passivos; no primeiro, as mulheres tornam-se marcadamente estridentes e pouco femininas.

O lesbianismo e a homossexualidade são o inverso da feminilidade e da masculinidade. Eles procedem de psicologias danificadas e são aberrações no desenvolvimento humano causadas por vários fatores específicos que requerem correção da mesma forma que todos os outros distúrbios humanos. Muitas lésbicas, por exemplo, recorreram a outras mulheres devido aos danos psicológicos causados pela brutalidade dos homens. As causas profundas dessas inversões são frequentemente complexas, mas não são – como algumas pessoas gostam de proclamar – sintomáticas de pessoas se tornando andróginas. Esse último não compreendido estado é inteiramente não-físico e desconectado da sexualidade humana.

Os terapeutas Junguianos são os piores deturpadores desses assuntos; não intencionalmente, talvez, pois o próprio Jung não entendeu completamente a mecânica da psicologia humana e do desenvolvimento espiritual, e trabalhou a partir de uma série de teorias e hipóteses – como fez Freud e outros – e seus adeptos aceitam cegamente seu trabalho como um sacrossanto corpo de conhecimentos, apesar do fato de que eles mesmos estão aumentando as confusões o tempo todo.

Ainda estou totalmente convencida de que homens e mulheres têm funções equilibradas e mutuamente compatíveis, as quais são manifestadas em pessoas sinceras e com consideração pelo outro. No entanto, essas são funções diferentes, e o papel da mulher é o cuidado de seus filhos se ela opta por tê-los, e cuidar do homem com quem se une, assim como o dele é prover, proteger e cuidar com carinho daqueles que estão em sua vida. Essas visões são extremamente impopulares no Ocidente, como eu sei bem. Isso, no entanto, não altera as leis subjacentes a toda a criação.

Ao quebrar essas leis, temos uma nação, na verdade um mundo, de indisciplinados, gananciosos e autocentrados egoístas. A culpa está nos indivíduos, não nos papéis tradicionais masculino/feminino. Mesmo em uma sociedade matriarcal, antes de seu inevitável declínio e distorção, as mulheres eram nobres, compassivas, atenciosas, não Amazonas devoradoras de homens, com apetites sexuais excessivamente estimulados, como retratadas por aqueles que reconstruíram fantasiosamente antigas civilizações a partir do ponto de sua corrompida queda. Uma geração de “prostitutas sagradas” teria sido suficiente para destruir qualquer civilização.

Alguns entusiastas da Nova Era falam fantasiosamente de uma “Idade de Ouro”, e acredita-se que estamos prestes a entrar em um tal período no final desse século (XX). Como eles podem conciliar isso com a crescente e óbvia deterioração e declínio de nossa cultura Ocidental, eu não sei. A imersão geral na ganância, violência e obscenidade, absorvida de bom grado pela população como um todo (e isso de tal modo que enormes fortunas são feitas por aqueles que propagam o vício), não é base para tais expectativas ilusórias.

A meu ver, haverá uma redução drástica da população desse planeta nos próximos séculos. No início do ciclo de tempo que recém está terminando, era literalmente possível para o livre-arbítrio individual selecionar uma rota, ou outra (de menor qualidade), à medida que a vida se desenrolava nas fases iniciais da era. Mas, nessa décima segunda hora, resta apenas uma forma de escolha interior, já que os padrões cármicos pré-posicionados já estão formados – e na maioria dos casos, definidos e cristalizados. Esse é um assunto muito complexo, impossível de ser definido brevemente, mas um aspecto resultante dessa situação é que, embora padrões mecânicos tenham sido fixados tanto de forma individual como coletiva isso pode ser modificado em certa medida por uma forma intensiva de esforço construtivo e consciência. Por escolha interior, quero dizer a vontade e desejo de fazer o que é correto em qualquer situação, por mais restritivas ou aparentemente impossíveis que sejam as circunstâncias, e ainda mais crucialmente, a constante aspiração em direção ao centro divino que é nossa fonte. Os humanos se exilam desse ponto central, incluindo aqueles humanos que se apresentam como gurus e adeptos ocultos. De fato, o homem comum e despretensioso da rua tem uma chance maior de inclusão em possibilidades ampliadas, dados os esforços corretos, do que os muitos porta-vozes que atualmente assumem honras místicas.

A humanidade está agora em um estado mutilado, com um padrão de ambiente materialista que traz descontentamento generalizado. No entanto, esse mesmo materialismo está amplamente espalhado em supostos centros da Nova Era, onde ele ganha uma forma ainda pior.

Eu não vejo nada parecido com as situações que alguns entusiastas da Nova Era desejam acreditar que jaz no futuro. Eu estou aqui contradizendo a crença deles de que todos estarão desenvolvendo poderes ocultos; que gratificações sensuais podem ser ilimitadas; que a obscenidade não é um mal; que todos podem viver mais ou menos como quiserem, realizando seus sonhos mais ousados, seguros em sua própria criatividade pessoal única, a qual poderia garantir o sucesso material em todos os casos.

Como eu percebo o futuro, a maioria dos humanos no mundo estará absorvida em trabalho extenuante com o objetivo da pura sobrevivência, como parte de uma transição ambiental muito difícil que será alcançada através de muitas dificuldades. Todos os valores aberrantes de hoje terão que ser deixados de lado, incluindo os aberrantes valores da “Nova Era” os quais estão contribuindo para o rápido declínio cultural, tanto quanto qualquer outro fator que esteja operando nesse sentido. Não haverá “Idade de Ouro” no sentido poético, embora haverá um aumento no que diz respeito aos primórdios da percepção espiritual (insight), levando a uma verdadeira compreensão do propósito da vida. Essa conquista é muito rara, muito mais rara do que comumente se supõe, e vale todo e qualquer esforço que o ser humano possa fazer em direção à ela, pois a vida é efêmera e passa rapidamente, mas o centro de gravidade formado dentro de nós por esses esforços perdura, e é nossa eventual garantia de libertação de todo aprisionamento. Caso contrário, o ciclo individual se repete, ou faz outras inovações, tão inutilmente quanto as antes realizadas.

O tempo é uma estrutura complexa com muitos gradientes, e um processo de reencaminhamento é posto em operação quando cada ciclo temporal maior termina. Eu vejo isso como uma ponte-temporal (do tempo), uma separação daquelas almas com potencial evolutivo daquelas que desperdiçaram seu potencial e estão produzindo emanações violentas e degeneradas que saturaram todo o planeta. É apenas essa ponte-temporal (relativa ao tempo) que pode produzir uma “Era de Ouro” ou qualquer coisa parecida com isso. Noções românticas não serão suficientes nessa situação, já que o conteúdo do novo ciclo de tempo depende inteiramente daquilo que os participantes contribuem para ele.

A espiritualidade está atualmente em um nível muito baixo. O glamour e as opções fáceis fornecidas pelos praticantes da Nova Era anularam completamente o impacto de instrutores não-sensacionalistas genuínos, e têm neutralizado e retardado sabe Deus quantos potenciais estudantes (buscadores) do processo evolutivo. As velhas tradições estão perdidas; jogadas fora em um excesso de “faça o que quiser” sem nenhuma menção das consequências finalmente resultantes. De fato, geralmente já não se acredita que haja uma consequência. Essa síndrome do “qualquer coisa serve” nos foi legada pelos seguidores de Crowley, do Maharishi Mahesh Yogi, Satya Sai Baba e outros, e pode ser classificada como infiltração subversiva.

Pela última frase, quero dizer a usurpação de valores genuínos de desenvolvimento, os quais sempre envolvem um alto grau de disciplina pessoal. Essa usurpação é atualmente promovida por muitos “terapeutas” e “conselheiros” da Nova Era, como eles gostam de se chamar. Eles são um novo surto doentio de guru Ocidental, exibindo um egoísmo e uma ignorância que são impossíveis de lidar em qualquer forma de confrontação racional – mesmo, que seja notado pelas pessoas com mentalidade mais científica, quando o questionador evidencia simpatia pelos melhores e mais viáveis conceitos ligados ao movimento Nova Era. Eu costumava dizer: “Todo o movimento Nova Era precisa agora beber das suas próprias boas fontes”, mas os eventos foram além desse otimismo.

A experimentação com “técnicas” não significa conhecimento das dimensões internas, mas, ao invés disso, prova de ignorância, apesar da noção simplista Nova Era de que todos podem desenvolver suas faculdades interiores. Na prática tal sentimento é impossível, e apenas se presta às piores formas de exploração – produzindo uma onda de ocultistas gananciosos que dispensam as precauções elementares, e que se entregam a tudo, do vudu à obscenidade verbal.

Ninguém pode desenvolver faculdades interiores com segurança sem uma sólida preparação. As preliminares do genuíno florescimento espiritual se forem ignoradas apenas podem levar os praticantes a sérios riscos. O que realmente está sendo produzido pela Nova Era é uma espécie de monstro manipulador que não tem conhecimento interior, nem autocontrole, nem escrúpulos, nem credencial efetiva em assuntos espirituais. Seus ensinamentos são frequentemente perigosos na pior das hipóteses, e distorcidos e enganosos na melhor das hipóteses.

O verdadeiro ensinamento sobre o desenvolvimento interior sempre existiu. Não precisa de nenhuma “Nova Era” para passar a existir. Nem deve ser confundido com terapia. É uma ciência intacta, e não experimenta, o que é um passatempo perigoso. A orientação no caminho do desenvolvimento espiritual só pode vir daqueles que foram adiante e completaram dentro de si o processo que oferecem aos outros (isto é, se é que algum dia escolherem fazê-lo). Esse caminho, devido às armadilhas envolvidas, não pode ser vivenciado sem um guia, e aqueles que promovem a crença errônea de que nenhum professor é necessário são culpados de desviar milhares de pessoas em prol de seus próprios fins mesquinhos. Os conceitos da Nova Era de “criar sua própria realidade” e “auto-desenvolvimento” são casos que devem ser observados. Esses conceitos não favorecem os interesses de ninguém, exceto os tutores dos cursos da Nova Era, os quais, sem crescimento interior suficiente e sem o conhecimento daí resultante, citam uns aos outros como papagaios. A confusão que fazem do ego da personalidade com algo verdadeiramente criativo é sintomática dos frequentes graves erros cometidos por essas pessoas. Eles nem sabem o que desenvolver, e muito menos quem desenvolver, ou como. Isso pode explicar muito das razões por que tantos deles são encarnações do egoísmo, apesar da conversa fiada sobre o não-ego que tende a justificar seus papéis.

Um dos principais problemas encontrados pelos candidatos a estudantes da espiritualidade é o discernimento a respeito do que seja um professor genuíno – uma categoria numericamente de longe superada pelos charlatães e oportunistas. Somente absoluta honestidade, sinceridade e integridade em qualquer potencial aluno podem ser bem sucedidas nesse campo, já que aqueles com motivações nebulosas são muito propensos a seguir os espúrios, que reafirmam suas falhas. Algumas pessoas aprendem apenas através da desilusão e da tragédia. Uma capacidade de discernimento não é facilmente obtida em muitos casos, e isso combina com as ilusões e as vaidades daqueles que pretendem ensinar o que não entendem. Professores de alto nível nessa área são muito raros – tão raros que é praticamente impossível, no atual clima de desinformação aguda, descrever seus traços com sucesso. Eles são bem o oposto dos comerciantes impetuosos que estão ansiosos para matricular alunos em cada curso. Eles às vezes usam intermediários, e nem sempre ensinam diretamente, uma complexidade adicional para aqueles que não entendem o que o desenvolvimento espiritual realmente envolve. Não pode haver ensino efetivo a menos que o desafio do destino, como optei por chamá-lo, seja respondido de forma bem sucedida. Até que isso seja realizado, as pessoas são meramente devotas, inquiridoras, buscadoras, aprendizes ou o que for – mas não discípulos ativos, os quais também são raros.

Esse desafio do destino opera em muitos níveis, dependendo da capacidade do indivíduo. Ele se aplica muito bem às possibilidades de desenvolvimento espiritual – as quais implicam um processo de treinamento muito longo e exigente, com suas próprias regras específicas. Uma dessas regras é que os poderes ocultos não devem ser procurados de forma alguma, uma vez que esses poderes são perigosos para si e para os outros, e podem destruir todas as possibilidades de desenvolvimento interior. Sérios retrocessos podem ocorrer e ocorrem no caminho interior, e seria completamente irresponsável introduzir alguém a esse “caminho” sem verificar que eles estão equipados para isso, tanto moralmente quanto espiritualmente. Seria como um alpinista experiente insistindo com pessoas sem experiência para escalarem o Monte Everest. As únicas pessoas que fariam isso são maníacas, mas há muitas delas no movimento Nova Era e em seus cultos relacionados.

Não é possível, na realidade, conciliar com essa perspectiva. Não obstante, tal conciliação é frequentemente tentada por ignorância, e a Nova Era comercial é um testemunho da ignorância dos modernos iniciantes ocidentais. Não é possível ensinar pessoas que demonstram tal ignorância, que é sintomática pelo fato de estarem tão ansiosos em ensinar a qualquer pessoa cuja atenção possam cativar por meios sensacionalistas.

Pesquisas sobre a literatura da Nova Era nos EUA (Estados Unidos da América) mostraram que seus leitores predominantemente incluem mulheres afluentes na faixa etária acima de 35 anos. Tais fatos não são particularmente lisonjeiros a respeito do discernimento feminino ocidental, e nem para a educação ocidental, já que muitas dessas mulheres passaram pela universidade. Muitas delas confundem um desejo de saúde e terapia com um interesse na espiritualidade, uma confusão profundamente arraigada que deu enorme alcance ao partido (moda) da terapia, que muitas vezes se disfarça como tendo uma relevância espiritual ao atender à demanda desinformada. As pessoas que recorrem a terapias da moda na esperança de curar ansiedades e estresse estão frequentemente à mercê de mentes habilidosas para os negócios, ao invés de psicoterapeutas competentes, e mesmo quando for o caso dessa última hipótese, essa situação nunca deveria ser confundida com um processo espiritual. Pessoas que desejam terapia são frequentemente incapazes de compromissos mais profundos, o que é uma verdade não bem vinda em questões de emoções onde o discernimento ainda não desenvolveu a intuição ou a necessidade pela intuição.

Quanto ao tema dos curadores espirituais, assim chamados, eu encontrei alguns desses indivíduos que estavam tão fisicamente esgotados e psicologicamente instáveis que se eles “colocassem as mãos” mesmo em um receptor (paciente) robusto, seria suficiente para hospitalizar esse último, isso se qualquer transmissão de energias realmente houvesse ocorrido.

O assunto das energias negativas não é compreendido pela clientela da Nova Era, em grande medida pela falta de informações válidas. Tais informações (quando conhecidas) são frequentemente suprimidas no interesse de grupos lucrativos e livros sensacionalistas. Sinto-me justificada em concluir que sem a espinha dorsal da desinformada demanda feminina, a atual onda de literatura “paranormal” enganosa perderia muito de sua atratividade comercial.

Os homens mais analíticos corretamente depreciam a crescente proliferação de livros de “sexo e magia” produzidos por editoras suspeitas. No entanto, essa tendência muito doentia (que temo que muitas vezes cause muito estresse, e até danos pessoais), na verdade foi auxiliada pelas confusões Junguianas entre os mais acadêmicos. Essas confusões Junguianas não penetram no âmago da questão do desenvolvimento evolutivo, mas servem apenas para confundir os leitores leigos e acadêmicos envolvidos.

Longe de constituir qualquer tipo de iminente “Idade de Ouro”, a assim chamada Nova Era está sustentando uma prolongada idade das trevas de proporções muito sérias. Ela conduz a um extremo ainda pior do que o furioso e irracional materialismo econômico e sensual do século XX, e com sua mistura de técnicas subliminares de controle da mente, trata-se de uma ameaça tão grande quanto as armas químicas, se a verdade fosse mais amplamente conhecida. A maioria das pessoas envolvidas está meramente usando a questão do “desenvolvimento interior” para propósitos ilegítimos de exploração. Eles são ignorantes a respeito da complexidade do caminho espiritual e nem mesmo aprenderam o fato elementar de que os estágios inferiores desse caminho não são agradáveis, e que os professores genuínos não permitirão que seus alunos se entreguem nesses estágios iniciais (onde ainda existe imaturidade) aos atributos desses perigosos desenvolvimentos sem a devida preparação, uma vez que esses podem aumentar seriamente a natureza egocêntrica (i.e., do ego personal). Isso é conhecido na comprovada tradição sufi por mais de mil anos, e tem origens muito mais antigas. As pessoas que passam por esses estágios iniciais são propensas a estilos de vida extravagantes e preocupação com poderes psíquicos e poderes relacionados, incluindo o poder da sexualidade (um dos piores liames cármicos). Muitos deles assumem que são instrutores plenamente capacitados e criam carma de maiores dificuldades e atraso do tipo mais impeditivo (mais difícil de superar-curar), tanto para si como para outros que os seguem.

O código moral do desenvolvimento espiritual é uma necessidade crucial, por mais fora de moda que seja na atual sociedade decadente.

O movimento Nova Era é uma farsa e não o que pretende ser. Deu primazia para valores secundários que são subservientes a coisas como prestígio, poder e um estilo de vida confortável. Apresenta como ferramentas para o avanço espiritual as terapias projetadas para os emocionalmente desequilibrados, os socialmente desintegrados e os mentalmente perturbados. Utiliza técnicas de condicionamento para gerar uma falsa sensação de bem-estar. Confunde as abundantes energias criativas da natureza com o estímulo orgânico vivo utilizado pelas escolas autênticas e experienciais de desenvolvimento evolutivo. Abrange uma variedade de ginástica mental que fortalece o ego em vez de diminuí-lo. Ele torna acessíveis certos exercícios respiratórios e mantras sonoros originalmente concebidos para despertar a força dinâmica de kundalini. Preocupa-se cada vez mais com o treinamento de agressiva autoconfiança, autoestima, realização sexual, o uso de técnicas mentais manipuladoras nos negócios, a doutrinação subliminar e a masculinização das mulheres.

Essa situação perdura por falta de educação e devida especialização. Os líderes e instrutores do movimento Nova Era são muitas vezes ignorantes, iludidos e ineptos. Eles não têm autoridade legítima para o que afirmam que podem fazer, e seus cursos anunciados, portanto, não são legítimos, porém fraudulentos ou enganosos – eles não gerarão um pingo de crescimento espiritual. A experiência psíquica sozinha não faz um instrutor. Nem tampouco afirmações (geralmente sem razão) sobre cura, amor incondicional ou orientação interior. A capacidade de evocar a liberação emocional em outros através do uso de técnicas é inteiramente inconsequente, e salvo por seu valor questionável como uma terapia para repressão e inadequação, não merece a aclamação que é dada. Esses “instrutores” estão brincando com a vida humana e estão quebrando as regras estabelecidas através dos tempos.

NOTAS

(*) Tradução de Arnaldo Sisson Filho. Esse texto é um resumo da parte final do livro: The Destiny Challenge – A Record of Spiritual Experience and Observation (O Desafio do Destino – Um Registro de Experiência e Observação Espiritual). Forres, Escócia, New Frequency Press, 1992. Capa dura, 1016 pp. Está disponível em: New Frequency Press, PO Box 3, Forres, Moray IV36 0WB.

(**) Essa descrição refere-se ao livro de Nancy Qualls-Corbett intitulado The Sacred Prostitute. A sinopse aparece no catálogo da primavera/verão de 1989 de “The Great Tradition”, p. 46. Esse catálogo anuncia muitos livros duvidosos na categoria “esotérico comercial”, misturado com alguns livros que têm uma reputação respeitável. “The Great Tradition” é uma organização de distribuição de livros associada ao nome de Da Free John, um “guru” Ocidental que alguns acreditam que deveria ser descrito com mais precisão como um explorador do “divino tornado ridículo” da Nova Era.

(***) De um artigo de Robert J.L. Burrows em Christianity Today, reproduzido no Utne Reader (março-abril de 1987). Burrows estava criticando um artigo de Deena Metzger que apareceu no Utne Reader intitulado “Re-vamping the World: On the Return of the Holy Prostitute” (“Re-vampirizando o Mundo: Sobre o Retorno da Sagrada Prostituta”). Burrows observou que a resposta ao artigo de Metzger era perturbadora, uma vez que “embora alguns se opusessem energicamente, outros aplaudiram descaradamente”. O mesmo escritor acrescentou que: “O movimento da Nova Era não pode oferecer nenhuma defesa contra esse tipo de flagrante decadência”, embora deva ser dito que os defensores de uma nova era (num sentido mais rigoroso) discordam fortemente da degeneração da “Nova Era”.

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