Anna Kingsford (1846-1888)
Seções

Fé Sem Compreensão É Credulidade
“É verdade que é ‘a fé que salva’, mas a fé que não tem a compreensão não é fé, mas sim credulidade”. (The Story of Anna Kingsford and Edward Maitland and of the New Gospel of Interpretation, p. xv)
Duas Coisas da Religião Cristã
“No presente momento há duas coisas da religião cristã que devem ser óbvias para todas as pessoas de discernimento; a primeira, que os homens não podem viver sem ela; e a segunda, que eles não podem viver com ela assim como ela está”. (The Perfect Way, p. 6)
A Interpretação de Suas Bíblias
“Aquilo que vocês precisam na Terra é a interpretação de suas Bíblias, e de todas as Escrituras que contém a sabedoria oculta, o mistério de que São Paulo tão frequentemente mencionava como existindo desde os primórdios do mundo”. (Uma Mensagem à Terra, p. 69)
Erguido Véu do Simbolismo Todas as Igrejas São Similares, Doutrinas Básicas São Idênticas
“Uma vez erguido o véu do simbolismo da face divina da Verdade, todas as Igrejas são similares, e a doutrina básica de todas é idêntica (…). Grega, Hermética, Budista, Vedantina, (1) Cristã – todas essas Lojas dos Mistérios são essencialmente unas e são idênticas em doutrina. (…)
Nós sustentamos que nenhum credo eclesiástico isolado é compreensível somente por si mesmo, se não for interpretado com o auxílio de seus antecessores e de seus contemporâneos.
Por exemplo, estudantes de teologia cristã somente aprenderão a entender e a apreciar o verdadeiro valor e significado dos símbolos que lhes são familiares por meio do estudo da filosofia Oriental e do idealismo pagão. Pois o Cristianismo é o herdeiro dessa filosofia e desse idealismo, e o que há de melhor em seu sangue vem das veias dessa filosofia e desse idealismo.

E visto que todos os seus grandes antecessores ocultaram por trás de suas fórmulas e ritos externos – os quais são meras cascas e coberturas para entreter os pobres de entendimento – as verdades internas ou ocultas reservadas ao iniciado, assim também o Cristianismo reserva aos buscadores sérios e aos pensadores mais profundos os Mistérios internos verdadeiros, que são unos e eternos em todos os credos e igrejas desde o princípio do mundo.” [The Perfect Way (O Caminho Perfeito), p. 12]

NOTE
(1) A careful and an erudite student of the Hindû Scriptures said that The Perfect Way contained “passages identical with some which he had rendered from the Upanishads, but of which no translation had ever been published; and he accounted for the coincidence by supposing an identical illumination of both” (Life of A.K., Vol. II, p. 310). Edward Maitland says: “Whenever the highest plane of consciousness has been attained, and entrance won to the ‘kingdom within,’ the doctrine discerned has been one and the same – to the mind a necessity, and to the soul a reality: and has always been that of the Gnosis, variously termed, by the Gentiles, Hermetic, and by Hebrews, Kabbalistic.” (Edward Maitland, quoted by Samuel Hopgood Hart, in his Preface to the Fifth Edition, xii-xiii, to the work The Perfect Way. Quotation from The Life of Anna Kingsford, Vol. II, pp. 123-124; emphasis added)

Cristianismo e Budismo São Partes de um Todo Contínuo e Harmonioso
“O Cristianismo, então, foi introduzido no mundo com uma relação especial com as grandes religiões do Oriente, e sob a mesma regência divina. E muito longe de ser concebido como um rival e suplantador do Budismo, ele era a direta e necessária continuação desse sistema. Os dois são apenas partes de um todo contínuo e harmonioso, no qual a parte que veio por último é somente o indispensável acréscimo e complemento da parte que veio anteriormente”(The Perfect Way, pp. 250-251)
Da União do Buda e do Cristo Nascerá a Esperada Redenção do Mundo
“Da união espiritual na fé una do Buda e do Cristo nascerá a esperada redenção do mundo”. (The Perfect Way, p. 252)
Algum Dia, Talvez Muito Remoto, se Tornará a Religião de Grandes Nações
“Sei que em algum dia ainda distante, agora, de fato, talvez muito remoto, a mensagem que nós pregamos em um canto se tornará a religião de grandes nações.” [Addresses and Essays on Vegetarianism (Palestras e Ensaios sobre o Vegetarianismo), p. 1]